Curitiba - O juiz D'Artagnan Serpa Sá, da 1 Zona Eleitoral, indeferiu o pedido de impugnação das chapas majoritárias lançadas pelos cinco nanicos PRP, PTC, PMN, PTdoB e PRTB em Curitiba. As impugnações dos candidatos a prefeito e vice foram todas formuladas, há duas semanas, pelo PPS, partido do candidato Rubens Bueno. As siglas menores, portanto, mantêm as candidaturas.
Serpa Sá argumentou que o PPS, sozinho, não tem legitimidade para pedir as impugnações, uma vez que está coligado com o PHS. ''A coligação deveria ter entrado com os pedidos, e não o PPS'', disse o juiz, que declarou extintos os processos. O advogado do PPS, Luis Felipe Mussi pretende recorrer.
O departamento jurídico do PPS havia alegado que os nanicos não poderiam ter lançado candidatos a prefeito e vice porque são apenas siglas partidárias, e não partidos. Eles não teriam uma vida partidária intensa e organizada o suficiente para suportar o lançamento de candidaturas. Mussi explicou que há duas formas de funcionamento dos partidos, a orgânica e a parlamentar. E o PPS entende que essas siglas partidárias não cumprem os requisitos para funcionamento orgânico. Não têm sede, não se reúnem. Portanto, apesar de formalmente registrados, não poderiam fazer convenções e lançar candidatos.
Quando foram informados sobre os pedidos de impugnação do PPS, os nanicos protestaram. Danilo D'Avila, do PTdoB, classificou a atitude do PPS de deselegante e antidemocrática. Segundo D'Avila, em Campo Mourão, onde Rubens Bueno já foi prefeito, o PTdoB tem a presidência da Câmara Municipal, além de estar coligado com o PPS. E por isso o PPS não deveria agredir o PTdoB em Curitiba.
Serpa Sá deve decidir hoje sobre o pedido de impugnação de Silvana Gioppo, vice de Osmar Bertoldi (PFL). O autor do pedido contra Silvana é o PMN. O partido alega que ela não teria cumprido o prazo para desincompatibilização de seu cargo de funcionária da Prefeitura de Curitiba. Ela era responsável pela regional do bairro Boa Vista.

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