Cascavel - O juiz da 3ª Vara Cível de Cascavel, Lauro Augusto de Melo Filho, intimou nove ex-diretores e empresas, supostamente favorecidos num esquema de fraude que apontam desvios de R$ 1,7 milhão na Companhia Habitacional de Cascavel (Cohavel). Em dezembro do ano passado, os promotores Carlos Alberto Choinski e Ângelo Mazzuchi Santana Ferreira, do Ministério Público, ofereceram denúncia à Justiça.
A denúncia resultou em uma ação civil pública de responsabilidade por dano ao patrimônio público e improbidade administrativa. As denúncias envolvem o ex-prefeito de Cascavel Fidelcino Tolentino (1993-1996) e os ex-presidentes da Cohavel Oracildes Tavares e Mariano Lourenço Pôncio.
A Justiça mandou intimar também, o ex-diretor financeiro da Cohavel João Hélio Ferreira da Luz e o contador Jair Nalim Duarte Leal. Foram intimadas ainda, as empresas J.W.Neto Publicidade e a Sociedade Equatorial de Comunicações.
Um cheque da prefeitura no valor de R$ 4 mil teria sido desviado para o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Cascavel. Já a empresa Gralha Azul Fomento Comercial, que supostamente pertenceria ao ex-secretário de Indústria e Comércio do município Marco Aurélio Beck Lima, teria recebido R$ 55,9 mil.
Após a notificação, os envolvidos têm prazo de 30 dias para apresentar defesa prévia por escrito sobre as acusações.
Fidelcino Tolentino negou participação em qualquer tipo de fraude na Cohavel. Oracildes Tavares disse estar tranquilo quanto às acusações e prometeu comprovar sua inocência. Os demais acusados não quiseram se pronunciar sobre o caso.

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