Curitiba - O pedido do PMDB para que o ex-secretário da Justiça e da Cidadania Aldo Parzianello seja candidato a senador pela legenda foi negado pelo juiz João Pedro Gebran Neto, responsável pelas análises de registro de candidaturas do PMDB. O departamento jurídico do PMDB entrou ontem no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) com um agravo regimental, na tentativa de reverter a decisão.
  Segundo o advogado Guilherme Gonçalves, Gebran - relator do caso - não poderia ter indeferido o pedido de candidatura em decisão monocrática (decisão individual de um juiz). Gonçalves disse que, conforme a Lei das Inelegibilidades, a competência para esse tipo de decisão, relativa ao registro de candidaturas, seria do pleno do TRE, e não de um juiz sozinho. O advogado argumenta que o caso de Parzianello não é o de lançamento de uma nova candidatura, apenas uma substitição. Isso porque a Justiça Eleitoral anulou a coligação PMDB-PSDB no Paraná. Com a aliança, o candidato ao Senado era Álvaro Dias (PSDB), que tenta a reeleição. Mas com o fim da composição, o PMDB quer agora lançar um nome próprio para uma das 81 cadeiras do Senado. Parzianello deixou o Executivo no início do ano, porque na época tinha intenção de se candidatar a uma vaga de deputado federal.
  Para redistribuir o tempo dos candidatos ao Senado o TRE fará uma reunião hoje, às 9h30. Enquanto não há uma decisão final sobre a candidatura de Parzianello, o PMDB o incluirá no horário eleitoral gratuito, a partir de quarta-feira.

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