O juiz da 6 Vara Cível de Londrina, Celso Seikiti Saito, determinou a extinção do processo movido pela ex-coordenadora do Programa do Voluntariado Paranaense (Provopar) Cristina Barros. Ela pedia que as contas de sua gestão fossem consideradas boas e que fosse liberada de qualquer responsabilidade civil ou criminal. O Provopar é alvo de investigação do Ministério Público (MP) e da auditoria da prefeitura por causa de denúncias de desvios de recursos.

Na sentença deferida no dia 7, mas que só se tornou pública ontem, Saito afirmou que não há possibilidade jurídica para o pedido. O juiz declarou a extinção do processo, ''condenando a autora ao pagamento das custas processuais''.

O objetivo da ação foi o de evitar que o MP prossiga com as investigações. Segundo a auditoria da prefeitura, durante a gestão de Cristina Barros ocorreram desvios que somaram R$ 700 mil. As acusações foram reforçadas pela ex-gerente do programa Maria Cristina Campos. Em depoimento ao MP, ela disse que houve desvio de recursos para campanhas políticas.

No despacho, Saito relatou que o pedido da ex-coordenadora deveria ser apresentado diretamente ao Provopar, que encaminharia o pedido ao Tribunal de Contas (TC). Caberia ao TC aprovar ou rejeitar as contas de Cristina Barros. O juiz disse ainda que foi ''equivocada'' a inclusão dos promotores na ação e que o MP não pode ser impedido de continuar as investigações em razão da simples apresentação de contas.

Com a ação de prestação de contas, extinta pela Justiça, Cristina Barros apresentou um relatório elaborado pela auditoria Waner Labigalini e Associados, aprovando suas contas. A empresa conclui que ''ficou demonstrada total transparência dos atos praticados pela administração da ex-coordenadora''.

A auditoria feita pela empresa também cita que a partir do exercício de 1998, o Provopar apresentou valores ''apontados como saídas fictícias do caixa, sem a devida comprovação''. Essas saídas, na opinião da autoria, devem ser verificados por entidades competentes para sua comprovação. Os valores seriam de R$ 159 mil em 98, R$ 203 mil em 99 e R$ 172 mil no ano passado, totalizando R$ 536 mil.

A reportagem não conseguiu localizar o advogado Adyr Sebastião Ferreira, que defende Cristina Barros. O promotor de Defesa do Patrimônio Público, Bruno Galatti, não quis comentar a extinção da ação nem a auditoria independente.

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