Juiz eleitoral pede reforço da PM
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 16 de dezembro de 1996
Carmem Murara<br> Sucursal de Curitiba 
O juiz da 1ª Zona Eleitoral de Curitiba, Antenor Demeterco Júnior, pediu reforço policial para acompanhar a solenidade de diplomação do prefeito e vereadores eleitos na cidade. A solenidade acontece amanhã, às 16 horas, no auditório do Teatro Guaíra. O aumento do policiamento foi exigido para que seja evitado qualquer tipo de briga ou confusão, como a que aconteceu na última diplomação.
Em 1992, a cerimônia se transformou em baixaria e quebra-quebra. Militantes do PT e alguns dos convidados do vereador Marcelo Almeida (PTB) começaram a vaiar os vereadores que se reelegeram com o apoio das empresas de ônibus da cidade. O grupo era conhecido como Pró-cidade. Cada vereador que ía receber o diploma levava uma chuva de vale-transporte e um sonoro coro com frases pejorativas.
Irritado, o vereador Mário Celso (PSDB) partiu para cima do grupo após pegar o diploma. A confusão foi formada. O pai de Marcelo Almeida, o empreiteiro Cecílio do Rego Almeida, chegou a sacar um revólver e ameaçar os convidados. Parte das pessoas que fizeram a agitação acabou no camburão da Polícia Militar.
O cartorário da 1ª Zona Eleitoral, Mário Rogério Dias, não sabe quantos policiais militares serão destacados para manter a segurança. Em 92, foram 20 PMs, que quase não conseguiram dar conta do recado. Pedimos o reforço, agora cabe ao comandante da Polícia Militar ver quantos serão necessários, afirmou.
A diplomação é o último ato da Justiça Eleitoral. Ela dá a garantia de que o candidato eleito assumirá o cargo. Quem não for diplomado, não pode tomar posse no dia 1º de janeiro. Os vereadores eleitos que não puderem comparecer por alguma razão justificável, têm ainda a chance de se diplomar em uma sessão extra com o juiz eleitoral. Os que não forem devem se apresentar no Cartório Eleitoral o mais rápido possível, orientou Dias.
Além dos eleitos e das autoridades, a 1ª Zona Eleitoral convidou os candidatos derrotados para a diplomação. Os futuros vereadores e o prefeito eleito Cássio Taniguchi têm direito de levar outros 10 convidados.
O cartório eleitoral aconselha os suplentes a também se diplomarem. Se eles não receberem o diploma, não poderão assumir os cargos em caso de vacância por parte dos titulares. Como em 98 haverá eleições para deputados federal e estadual, um número maior de vereadores pode deixar a Câmara para assumir mandatos parlamentares, abrindo vagas para os suplentes.


