A imagem do juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto tem sido preservada pela Polícia Federal (PF) e também pelo juiz Casem Mazloum, da 1ª Vara Criminal Federal. Apesar disso, a PF, a Justiça e o advogado de defesa de Nicolau, Alberto Toron, negam que exista um acordo para não expor o juiz aposentado, preso há uma semana na Casa de Custódia da corporação em São Paulo, na Rua Piauí, no bairro de Higienópolis, centro.
‘‘Não houve acordo algum. Nicolau está sendo mantido como outro preso nas condições dele’’, assegurou Toron. O delegado-chefe da Casa de Custódia da PF, Moacir Moliterno, também nega a existência do pacto. ‘‘Não tem nenhuma regalia, nada de diferente está sendo feito’’, disse Moliterno. O ministro da Justiça, José Gregori, também negou que o juiz aposentado tenha privilégios.
Desde que se entregou, apenas uma imagem do ex-juiz foi feita: a Rede Globo de Televisão registrou poucos segundos de quando Nicolau entrou no prédio da PF, há uma semana. Fora isso, até hoje, a PF não deu chances para que ele fosse fotografado ou filmado.
Nos sete dias em que está preso na Casa de Custódia da PF, nenhuma janela do cômodo onde está o juiz foi aberta. A cela de Nicolau fica no segundo andar do antigo casarão, de frente para a Rua Itacolomi. Fotógrafos de plantão põem escadas do lado de fora da custódia, mas tem sido inútil. Alguns negociaram com moradores vizinhos a permanência em janelas com visão que seria privilegiada do cárcere de Nicolau. Tudo em vão.

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