Curitiba - A pedido do prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), o juiz Dartagnan de Sá concedeu um mandado de busca e apreensão no diretório municipal do PMDB, determinando que fossem recolhidos todos os materiais ofensivos à imagem do prefeito. O PMDB organiza um bloco carnavalesco ‘‘Unidos do Caixa 2’’, numa alusão às investigações do Ministério Público, relativas à
existência de um suposto caixa 2 na campanha à reeleição de Cassio, em 2000. O bloco carnavalesco foi inscrito na secretaria municipal de Cultura para participar no desfile na Avenida Marechal Deodoro no início do mês.
No sábado, um oficial de Justiça determinou a apreensão de máscaras e outros materiais do bloco, além de um jornal com reproduções de documentos investigados pelo Ministério Público estadual. O juiz Dartagnan de Sá determinou ainda, o pagamento de uma multa de R$ 100 mil ao PMDB, em caso de reincidência.
O oficial de Justiça também fez a apreensão de vários adesivos com a inscrição ‘‘Votou no Cassio - tomou no IPTU’’ e de uma fita de vídeo com uma declaração de Cassio durante a campanha afirmando que não iria aumentar o preço do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). O diretório do PMDB pretende recorrer da decisão judicial.
Além da apreensão do material no diretório do PMDB, outro incidente marcou o final de semana na Boca Maldita, no centro da Capital. Três pessoas que distribuíam panfletos apócrifos foram presas a pedido da vereadora Dra. Clair Martins (PT). Ontem ela foi à secretaria estadual de Segurança Pública pedir proteção policial após ter sofrido ameaças por meio de telefonemas ao seu gabinete.
Os panfletos chamavam a vereadora de ‘‘dama do lotação’’, em alusão a sua participação na greve dos motoristas de ônibus de Curitiba ocorrida na semana passada. Outros materiais impressos acusavam o deputado estadual petista Ângelo Vanhoni e o vereador londrinense e presidente estadual do PT, André Vargas, de ‘‘promoverem baderna’’ na Capital paranaense.
Segundo o vereador Paulo Salamuni (PMDB), as três pessoas presas seriam funcionários da prefeitura. ‘‘Impressiona o uso da máquina para fins políticos partidários’’, comentou. Eles foram liberados após o pagamento de uma fiança estipulada em R$ 80,00.

mockup