EM CANA Juiz determina prisão do ex-prefeito de Guarulhos Agência EstadoNéfi Tales é acusado de improbidade administrativa e falsidade ideológica Agência Estado De São Paulo O ex-prefeito de Guarulhos (SP) Néfi Tales (ex-PDT) foi preso ontem, às 6h30, acusado de falsidade ideológica e improbidade administrativa. O mandado de prisão, solicitado pelo Ministério Público Estadual (MPE), foi aceito pelo juiz Marcelo Matias Pereira. Caso seja condenado, Tales está sujeito a uma pena de 2 a 12 anos de prisão. Tales foi detido em sua casa, na Vila Rosália, e levado para a Delegacia Seccional de Guarulhos. Por volta das 10h30, foi transferido para o 13 º Distrito Policial, na Casa Verde, zona norte da capital. Ele estava sendo procurado há cinco dias pelos policiais da Seccional, comandados pelo delegado Cláudio Gobetti. O ex-prefeito estava viajando pelo Interior. Abatido, o ex-prefeito tomou um comprimido ao chegar ao 13º DP e foi levado à cela, onde se encontravam mais 13 presos, entre profissionais de nível superior e ex-policiais. O ex-prefeito não quis falar com a imprensa. Segundo o advogado Gilberto Saad, Tales afirmou ser inocente das acusações. O advogado afirmou que pretende estudar o processo, mas não descartou a possibilidade de entrar com pedido de habeas-corpus hoje. ‘‘O ex-prefeito nem foi interrogado e já teve a prisão decretada’’, reclamou Saad. Falsificação - O ex-prefeito, que governou Guarulhos de janeiro de 1997 a dezembro de 1998, foi acusado pelo MPE de falsificar planilhas de pagamento da empresa de segurança Resilar, que prestava serviços à prefeitura, causando um prejuízo calculado em R$ 14 milhões. O dono da empresa, Primo Simionato, também teve a prisão preventiva decretada, mas não foi localizado. Informações davam conta que Simionato estava em Curitiba (PR), onde também teria uma empresa de segurança.

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