Juiz determina nova eleição em Jundiaí do Sul
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quinta-feira, 06 de novembro de 2008
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Depois de Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina), outra cidade do Norte do Paraná em que os eleitores poderão ter de voltar às urnas por decisão judicial é Jundiaí do Sul (64km ao sul de Jacarezinho), onde o eleito Valter Abras (PSDB) teve esta semana negada a diplomação que ocorreria no próximo dia 18. O juiz Murilo Gasparini Moreno declarou nulos os votos obtidos pelo tucano sobre o atual prefeito Joel Rauber (PMDB) pela maioria de 54,14% dos votos válidos, e determinou realização de novo pleito. Entretanto, o magistrado facultou a possibilidade de cessão de efeito suspensivo à própria decisão, caso Abras tenha o processo que lhe custou a legibilidade julgado no mérito.
O juiz de Ribeirão do Pinhal considerou que Abras estava impedido de participar do pleito em função de inelegibilidade existente contra si anterior ao pleito. A referência, no despacho, é feita a condenação imposta pelo Tribunal de Justiça (TJ) ao tucano por ação de improbidade a que responde de seu segundo mandato (1997/2000) na Prefeitura. Ele foi condenado a prestar serviços à comunidade, pena que, este ano, acabou convertida em pagamento de quase R$ 10 mil pelo juízo da execução. O Ministério Público recorreu da decisão e o TJ a reformou, o que fez com que Abras voltasse à condição de cidadão com os direitos políticos suspensos. ''Toda a discussão jurídica ocorreu poucos dias antes do pleito eleitoral e, na sequência do mesmo, sendo que (sic) o requerido ganhou as eleições municipais para prefeito'', diz trecho do despacho. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebeu a decisão do magistrado, mas ainda não se manifestou a respeito.
O advogado do prefeito eleito, Dédalo Brasil Nicolau, informou ontem que já apresentou recurso ao TJ pela reversão à inelegibilidade - o que, assevera, derruba a hipótese da não diplomação. ''Não é certa ainda a anulação da eleição de outubro; estamos esperançosos de que o TJ vai rever isso'', explicou o advogado, conforme o qual a coondenação que fora imposta anteriormente ao ex-prefeito se referia a ação de improbidade administrativa. ''Com a liminar que esperamos do Tribunal, as ações da Justiça Eleitoral serão brecadas'', aposta.
De acordo com a assessoria do TRE, em todo o Estado eleitos de 28 cidades estão com a candidatura questionadas lá mesmo ou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número, contudo, exclui Londrina, onde eleito Antonio Belinati (PP) aguarda análise do embargo de declaração que tenta reverter a cassação do registro de sua candidatura.


