O juiz da 4ª Vara Criminal de Londrina, Arquelau Araújo Ribas, pode ouvir hoje mais três réus da primeira ação criminal proposta pelo Ministério Público (MP) contra o ex-prefeito Antonio Belinati e outros 18 acusados de participação no desvio de R$ 1,7 milhão por meio de licitações fraudulentas.
Hoje, a partir das 14 horas, estão marcados o depoimento da ex-diretora de Operações da Comurb Lúcia Brandão, do ex-diretor administrativo-financeiro da companhia Eduardo Alonso e do ex-presidente da Comurb Kakunen Kyosen. Mas o advogado de Kakunen, Ronaldo Neves, informou ontem que ingressou com um pedido requisitando a suspensão do interrogatório e marcação de uma nova data, para que ele possa estudar melhor os autos da ação. Outro réu, o ex-secretário de Governo Wilson Mandelli, também cliente de Neves, adiou o interrogatório com o mesmo argumento.
Neves acrescentou que a tese da defesa de seu cliente será a mesma de outras ações propostas na área cível. Segundo ele, embora fosse diretor-presidente da Comurb de direito, Kakunen não era ‘‘presidente de fato’’. O advogado lembrou que na época seu cliente também era auditor-chefe do município e ficava no máximo 40 minutos na companhia para despachar com os auxiliares.
‘‘Todos os documentos que ele assinava já tinham sido avaliados por assessores técnicos, pela assessoria jurídica da prefeitura, e tinha a assinatura do Eduardo Alonso. Então, com essa cadeia de informação, ele era o último a assinar, e assinava em confiança’’, defendeu o advogado. O pedido para marcar novo prazo para o interrogatório deverá ser apreciado ainda hoje pelo juiz da 4ª Vara.
Além de Kakunen, outra dúvida se irá ou não comparecer hoje ao Fórum é Lúcia Brandão, que até ontem não tinha sido citada do interrogatório. Já Eduardo Alonso avisou que vai comparecer. Belinati também não compareceu ao interrogatório, marcado inicialmente para o último dia 15, e pediu nova data. Ontem ele não foi localizado para comentar as duas novas ações criminais que ele está respondendo. (L.H.)

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