O juiz da 2ª Zona Eleitoral de Curitiba e responsável pelo controle da propaganda na capital, Salvatore Astuti, vai criar um ‘‘cadeião’’ para evitar a boca-de-urna, feita tradicionalmente pelos partidos políticos para arrancar votos dos indecisos no dia da eleição. O ginásio de esportes da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB) já foi requisitado pelo juiz. Ele vai colocar os bocas-de-urna e as pessoas que cometerem infrações no dia 4 de outubro aos cuidados das polícias Militar e Federal. Em Londrina, os infratores serão levados para o ginásio de esportes Moringão.
Astuti se baseia na legislação eleitoral para criar a nova modalidade de controle. O artigo 39, parágrafo 5º da Lei 9.504 de 97, diz que a distribuição de material de propaganda política, a prática do aliciamento, a coação e manifestações tendentes a influir na vontade do eleitor são consideradas crimes. A pena para os infratores é de detenção, que pode ser fixada de seis meses a um ano; transformada em prestação de serviços à comunidade; ou punida por multa de 5 mil a 15 mil Ufirs.
O uso de alto-falantes e amplificadores de som, ou a promoção de comícios e carreatas também estão proibidos pela lei eleitoral. A 2ª Zona Eleitoral de Curitiba está de olho na ação dos candidatos na reta final da campanha. É nessa semana que as infrações são cometidas com maior frequência, informou uma fonte ligada ao juiz da 2ª Zona. As reclamações mais comuns ontem eram as afixações de cartazes de campanha em árvores do centro da cidade. O TRE-PR já manifestou contrariedade às afixações.
A venda de bebibas alcoólicas durante o processo de votação está vedada pela lei eleitoral. A proibição vai da meia-noite do dia 2 de outubro até a meia-noite do dia 5 de outubro. Quem não cumprir a lei seca poderá ser levado ao ‘‘cadeião’’.Arquivo FolhaEm LondrinaA reclamação mais constante na Justiça Eleitoral é a fixação de cartazes de candidatos em locais imprópriosLeandro Donatti

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