O juiz Abel Fernandes Gomes, da 6ª Vara Criminal Federal do Rio, decidiu ontem soltar o economista Luiz Augusto Bragança, denunciado no caso Marka. Bragança estava preso desde o dia 7. Ele foi denunciado por corrupção ativa e peculato. Bragança viajou no dia da desvalorização do real, em janeiro do ano passado, com o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, para pedir ao seu amigo de infância, o ex-presidente do Banco Central Francisco Lopes, que evitasse a liquidação do Marka.
O juiz decidiu também manter preso de Salvatore Cacciola, ex-dono do Marka, denunciado no mesmo inquérito que apura benefício ao banco na desvalorização do real, em 13 de janeiro do ano passado. O governo deu uma ajuda de R$ 1,5 bilhão aos bancos Marka e FonteCindam.
Gomes justifica sua decisão de manter o ex-banqueiro, dono do Marka, preso ‘‘pela magnitude da lesão’’ e pelos indícios da prática de outros crimes. Cacciola já foi condenado por crime contra o sistema financeiro em 1999, por ter emprestado dinheiro do banco para uma empresa do próprio grupo. O juiz responsável pelo caso Marka decidiu ainda que seja anexado ao inquérito o valor das diárias do spa em Gramado (RS), onde Cacciola estava, no início do mês, quando foi preso.

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