Brasília - Um juiz brasileiro ganha, em média, três vezes mais do que um do Japão e da Noruega. Levantamento internacional produzido pelo Banco Mundial (Bird) e divulgado ontem pelo Ministério da Justiça mostra que o salário de um magistrado brasileiro é o segundo maior do mundo, abaixo apenas do que é pago no Canadá e acima dos demais países, até mesmo os desenvolvidos, como Estados Unidos, Espanha e Dinamarca.
Após 15 meses de mergulho no Poder Judiciário, o governo produziu um raio X do setor e constatou que a Justiça brasileira é excessivamente cara, lenta, ineficiente e está a serviço dos ricos e poderosos. Os juízes, conforme o estudo, formam uma casta de privilegiados que ganham muito, trabalham abaixo da média internacional e têm uma produtividade medíocre. Constatou também que 80% das ações têm patrocínio de administrações públicas.
O diagnóstico foi apresentado pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, e pelo secretário de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça, Sérgio Renault. Renault disse que é preciso buscar uma nova conduta do Estado na reforma, para inibir a propositura de processos judiciais em matérias sobre as quais existe jurisprudência. Bastos afirmou que a mudança no Judiciário deve permitir o acesso da população à Justiça e à melhoria dos serviços prestados.

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