Juiz bloqueia bens em caso do Provopar
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sexta-feira, 17 de junho de 2005
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
O juízo da 5 Vara Cível de Londrina determinou esta semana o bloqueio de bens de ex-diretores do Programa do Voluntariado do Paraná (Provopar) e de outros supostos envolvidos no desvio e no mau uso de mais de R$ 511 mil entre os anos de 1998 e 2000. A decisão assinada pelo juiz Alberto Junior Veloso atendeu à ação civil pública por ato de improbidade administrativa ajuizada no último dia 6 de maio pela força-tarefa do Ministério Público (MP).
Nos autos, são citados a ex-coordenadora do Provopar, Isabel Cristina Almeida Barros, a ex-primeira tesoureira Maira Aparecida de Souza Pavan, a ex-segunda tesoureira Adriana Maragno Guazzi, a ex-funcionária da entidade Maria Cristina Campos e o marido dela, Odair Barbaresco, o funcionário público José Antonio Tureta e o comerciante José Tadeu Otenio Costa e sua empresa, a ML Costa Restaurante ''Buffet Eldorado''.
Além do bloqueio de bens dos acusados pelo MP, o juiz determinou também que eles apliquem os valores financeiros que, conforme os promotores, teriam sido desviados dos cofres públicos. As defesas têm 15 dias para contestação.
Pelos cálculos da Promotoria Especial de Defesa do Patrimônio Público, R$ 375 mil que teriam sido desviados seriam recursos repassados ao Provopar pelo município de Londrina, e outros R$ 136 mil pela Sercomtel. Outros R$ 38,4 mil de recursos públicos também teriam sido desviados. A partir daí, continua a ação, a funcionária Maria Cristina que exercia função administrativa teria desviado parte considerável dos valores depositando diversos cheques emitidos pelo Provopar, em contas suas e de seu marido. Para isso, relata o MP, teriam sido utilizados recibos forjados, inversão de avisos bancários ou mesmo notas fiscais irregulares ou já utilizadas.
Nos depoimentos aos promotores, a funcionária admitiu a utilização de suas contas bancárias e as do marido, mas jusutificou ter sido orientada pela coordenadora da entidade, o que foi contestado por Isabel Cristina. Pela auditoria do MP, parte dos desvios teriam pago despesas incompatíveis com os interesses do Provopar, tais como consórcios, vestuário, mercado, presentes, cursos de inglês e informática.
Já o funcionário público José Antonio Tureta, complementa ação, teria recebido do Provopar por serviços prestados e contratados pelo gabinete do então prefeito, Antonio Belinati. José Tadeu Costa e a ML Costa Restaurante - Buffet Eldorado, também citados na ação, teriam se beneficiado de forma irregular de R$ 7 mil.
Maira Pavan, acusada por Maria Cristina de ter recebido valores, a exemplo de Cristina Barros, não quis comentar a decisão. ''É um absurdo isso tudo, mas por ora vou aguardar ser intimada'', definiu. Cristina declarou ter interesse de provar, via prestação de contas, que também é inocente. ''Sou vítima nessa história. Tinha espírito voluntário à frente da entidade, foi outra funcionária que fez tudo'', disse, confirmando que a referência era Maria Cristina. A ex-primeira tesoureira não foi localizada, e sua filha não quis informar quem seria seu advogado. A Folha também não conseguiu contato com Adriana Guazzi, Tureta e Costa, o qual, na época do ingresso da ação, se disse ''surpreso'' pela iniciativa.


