O juiz Emil Tomas Gonçalves decretou o bloqueio de bens dos 28 réus acusados de improbidade administrativa em ação do Ministério Público por irregularidades no contrato entre a Prefeitura de Londrina e o Instituto Gálatas, entidade que mantinha contrato de quase R$ 8 milhões por seis meses para executar serviços de saúde, como o Programa Saúde da Família (PSF). Porém, o teor da decisão não foi divulgado porque o juiz decretou segredo de justiça. ''O processo está sob sigilo por uma determinação verbal do juiz'', limitou-se a informar um funcionário do cartório.
A promotora de Defesa do Patrimônio Público, Leila Voltarelli, uma das autoras da ação, apenas confirmou a concessão da liminar de bloqueio de bens, afirmando que em razão do segredo de justiça não poderia conceder informações adicionais. Ela também não soube dizer por qual motivo o juiz determinou sigilo ao processo.
O conteúdo das denúncias, no entanto, já foi divulgado. Entre os réus estão os diretores do Instituto Gálatas, Sílvio Luz Rodrigues Alves, e sua esposa Gláucia Chiararia, o ex-procurador jurídico do município, Fidélis Canguçu, e os ex-conselheiros municipais de saúde, Marcos Ratto e Joel Tadeu Correa, além de empresários e empresas que forneceram notas fiscais fraudulentas para desviar o dinheiro público.
O MP pediu o bloqueio de bens para garantir o ressarcimento do erário caso, ao final do processo, os réus sejam condenados. O valor do desvio apurado pela auditoria do MP foi de R$ 612,5 mil. O bloqueio é proporcional ao que cada réu teria colaborado para desviar. No caso de Canguçu, por exemplo, o valor seria de R$ 50 mil recebido a título de propina para emitir pareceres favoráveis ao pagamento de parcelas retidas pelo município.

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