Juiz avalia denuncia do caso PIC
O juiz da 2ª Vara Criminal, Sérgio Nóbrega Polanski, não havia decidido, até o final da tarde de ontem, se aceitaria ou não a denúncia do Ministério Público (MP) contra os oito indiciados no inquérito policial sobre o atentado ao prédio da Promotoria de Investigações Criminais (PIC) em Curitiba. O incêndio ocorreu no dia 29 de dezembro do ano passado.
Na sexta-feira passada, a promotora da PIC, Cláudia Martins, entregou a denúncia ao juiz da Central de Inquéritos. A denúncia foi encaminhada à 2ª Vara Criminal. O juiz deve se manifestar nos próximos dias.
A promotora disse ontem que ainda não tem novidades em relação às novas diligências que foram solicitadas. Entretanto, espera novidades para breve. A Justiça decretou na sexta-feira, as prisões preventivas do advogado Antônio Pellizzetti e do policial civil Mauro Canuto, denunciados pelo Ministério Público Estadual como organizadores do atentado contra a PIC. Entretanto, até o final da tarde, eles não haviam sido presos.
A defesa já está a postos. O advogado de Pellizzetti, Antonio Henrique Rabello de Mello, afirmou ontem que já havia iniciado a movimentação para revogar a prisão. Ele espera uma definição para esta semana. Mello afirmou que não há fundamento suficiente na denúncia contra Pellizzetti.
Além de Pellizzetti e Canuto, foram denunciados pelo Ministério Público o segundo-tenente da Polícia Militar, Alberto Santos Silva; o policial Edson Clementino da Silva (Lambe-Lambe); o taxista Alexsandro Ribeiro; o segurança Marco Aurélio Pinho; o sargento Ademir Leite Cavalcante e o discotecário Emerson Vieira.
Dos denunciados, cinco estão presos (tenente Alberto Silva, o Lambe-Lambe, Alexsandro Ribeiro, Ademir Cavalcante e Emerson Vieira). (M.D.)





