Mario Takahashi deixa Creslon após receber tornozeleira eletrônica: pedido para entrar na Câmara nesta terça
Mario Takahashi deixa Creslon após receber tornozeleira eletrônica: pedido para entrar na Câmara nesta terça | Foto: Marcos Zanutto/Folha de Londrina



O juiz da 2ª Vara Criminal de Londrina, Délcio Miranda da Rocha, atendeu no fim da tarde desta segunda-feira (16) o pedido da defesa do presidente afastado da Câmara Municipal de Londrina, Mario Takahashi (PV), para que acompanhe na sede do Legislativo a votação do pedido de abertura de CP (Comissão Processante) que pode cassar seu mandato e do também vereador afastado Rony Alves (PTB). Segundo o advogado Anderson Mariano, o presidente deve se manifestar em plenário nos 15 minutos dedicados à defesa.

Rony já havia conseguido na sexta-feira (13) a liberação para acompanhar a votação no prédio da Câmara e também deve usar o tempo destinado à sua defesa. Ambos estão afastados e proibidos de entrar na sede do Legislativo desde janeiro deste ano por suspeita de integrarem um esquema de cobrança de propina para alterações de zoneamentos em Londrina, desbaratado na "Operação ZR-3", do Ministério Público. Ambos são monitorados por tornozeleira eletrônica, assim como outros acusados de integrarem o esquema, e são proibidos de entrarem em contato uns com os outros.

A representação na CML que os acusa de quebra de decoro parlamentar é de autoria de Filipe Barros (PSL). Na última sessão ordinária, na quinta-feira (12), o presidente em exercício, Ailton Nantes (PP), informou que a admissibilidade da denúncia seria votada nesta terça (17).

Apesar da expectativa em torno da votação nesta terça, a Câmara não deve contar com nenhum esquema especial. Entretanto, segundo a assessoria de comunicação, a segurança deve ser reforçada, como em outras votações de projetos polêmicos que atraiam mais pessoas para acompanhar as deliberações.

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