Juiz analisa pedido de bloqueio de bens de Algaci
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quarta-feira, 11 de agosto de 2004
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O juiz da 3 Vara Criminal Nivaldo Brunoni deve anunciar nos próximos dias se decreta o confisco de bens do coordenador estadual do Procon, Algaci Túlio, devido a denúncias de que ele teria sido beneficiado ilegalmente com empréstimos do Banestado entre 1996 e 1998. O pedido foi feito pelo Ministério Público (MP) Federal que afirma que cerca de R$ 2,6 milhões foram repassadas ilegalmente para empresas de Algaci ou de testas-de-ferro do coordenador do Procon.
O pedido de sequestro de bens é feito quando há suspeitas de que a parte denunciada pode se desfazer do patrimônio antes da denúncia ser julgada definitivamente, evitando assim o ressarcimento do prejuízo. Segundo o site da Justiça Federal, o processo está nas mãos de Brunoni para a emissão da sentença desde segunda-feira. Como ontem não houve expediente na Justiça Federal, a Folha não conseguiu contato com o juiz.
Desde 2003 cerca de 20 pessoas respondem a ações penais na Justiça Federal em decorrência dos empréstimos concedidos pelo Banestado às empresas AT Computação Gráfica (de propriedade de Algaci), Documenta Produções Cinematográgicas e Estúdios Unidos Comunicação (que segundo o MP eram controladas por testas-de-ferro de Algaci, também denunciados.
Na terça-feira, o ex-presidente do Conselho do Banestado e ex-secretário de Fazenda do Governo Jaime Lerner, Giovani Gionédis, foi denunciado pelo MP como ''o mandante de crimes de gestão fraudulenta e formação de quadrilha''.
O advogado de Túlio, Júlio Militão, informou ontem à Folha que não poderia comentar sobre os argumentos da defesa de seu cliente porque o processo tramita em segredo de justiça. ''O que posso dizer é que o pedido de sequestro de bens data de 2003, e que foi feito contra todos os denunciados. O MP havia pedido para que o sequestro fosse concedido imediatamente, mas o juiz não concedeu a liminar e agora está apreciando o mérito da matéria'', comentou.


