Juiz adia depoimentos do caso Rasera
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sábado, 25 de novembro de 2006
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A audiência no Fórum de Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba, que ouviria, ontem, as testemunhas de acusação do processo que apura denúncias de interceptações telefônicas ilegais foi adiada para a manhã da próxima quarta-feira. O juiz Gaspar Luiz de Mattos Araújo Filho atendeu pedido de adiamento feito pelo advogado Luiz Comegno, que defende o principal réu, o policial civil Délcio Augusto Rasera. Ele não compareceu à audiência porque estaria com problemas de saúde.
Rasera está detido na Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, em Curitiba, desde o dia 5 de setembro, quando foi deflagrada a operação ''Pátria Nossa'' pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) - órgão vinculado ao Ministério Público (MP) estadual. Ele é acusado de liderar o esquema ilegal de escutas telefônicas. O juiz solicitou comunicado oficial do não comparecimento de Rasera ao titular da delegacia.
Segundo o promotor da PIC, Walter Souza, o MP arrolou sete testemunhas de acusação. Seis delas teriam sido alvo dos grampos ilegais e uma é técnico em telefonia, que acompanhou os trabalhos de busca e apreensão da PIC e deverá explicar como seriam feitas as interceptações.
Cinco das testemunhas compareceram, ontem, além de outros co-réus, entre eles, a mulher de Rasera, Maria Luzia Savogin, o filho, Marcos Vinícius Savogin Rasera, e o diretor da Imprensa Oficial do Paraná, João Formighieri.
Comegno disse que o prazo previsto em lei para concluir o processo terminaria amanhã. Por isso, ele pedirá ao juiz o relaxamento da prisão. ''O réu não tem culpa se o Estado não está aparelhado'', afirmou.
O promotor João Milton Salles disse que, se a argumentação for o excesso de prazo, não haveria motivo para soltar Rasera, pois, em processos complexos, o tempo do andamento pode ser estendido.


