Curitiba - O Poder Judiciário do Paraná vai recadastrar seus funcionários. A decisão foi tomada no último dia 23 pelo presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Vicente Troiano Netto, que atendeu os pedidos feitos pelos desembargadores Octavio Valeixo e Leonardo Pacheco Lustosa.
O recadastramento vai atingir todos os funcionários em atividade. O levantamento, cujos detalhes ainda precisam ser acertados pela cúpula do TJ, deve ainda se estender aos servidores aposentados. O recadastramento vai apontar o número de funcionários lotados no Poder Judiciário, o que ajuda a dar certeza de que não há funcionários fantasmas, recebendo sem trabalhar, ou funcionários com desvio de função.
Atualmente, não há uma precisão nos números oficiais. Existem aproximadamente 4,5 mil funcionários na ativa e outros cerca de 2 mil inativos. Esta vai ser a primeira vez na história recente do Estado que o Poder Judiciário vai buscar internamente informações sobre seus quadros.
No primeiro mandato do governador Jaime Lerner (PFL), que foi de 1995 a 1998, a Secretaria da Administração, então comandada por Maria Elisa Paciornick, fez um recadastramento dos servidores lotados na administração direta e indireta. O Judiciário e o Legislativo ficaram de fora da pesquisa. No recadastramento feito pelo governo, foram encontrados principalmente casos de recebimento irregular de aposentadorias e pensões.

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