Curitiba - Os dados preliminares do andamento do cumprimento da Meta 2 mostram que a Justiça do Estado do Paraná está em 14º lugar no ranking da Justiça Estadual. De todos os 181 mil processos do estado que estão contemplados pela meta, apenas 15% já foram julgados segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O desempenho paranaense fica atrás do judiciário de outros estados cujo volume de processos da Meta 2 é semelhante, como Minas Gerais (24%), Goiás (53%) e Santa Catarina (20%).
Segundo o TJ, os dados do CNJ estão desatualizados. O tribunal informou, por meio de sua assessoria, que atualmente faltam 120.780 processos para o cumprimento da meta. São 221 processos para cada um dos 545 juízes do estado. O TJ espera que a adesão dos magistrados aos mutirões voluntários e os esforços de conciliação façam o estado chegar ao fim do ano com a meta cumprida.
Na última semana, o TJ participou da Semana da Conciliação e conseguiu realizar 281 conciliações de processos da Meta 2, segundo balanço parcial da entidade. No total, foram realizadas 1.640 audiências, com confirmação da conciliação em 19,65% dos casos. A meta inicial do Tribunal era realizar quatro mil audiências.
Nas Justiças Eleitoral, do Trabalho e Federal, a situação é outra. O Paraná é o terceiro estado mais próximo de cumprir a meta 2 na área eleitoral, com 72% dos processos já julgados. O Tribunal Regional Federal da 4 Região (TRF 4) está com 48% da meta já atendida e é o TRF melhor colocado no ''processômetro'' do CNJ. No Tribunal Regional do Trabalho da 9 Região (TRT 9), 46% dos processos já foram julgados.
''A Justiça do Paraná perdeu alguns dias com o impasse gerado pela Instrução Normativa (IN 01/2009), mas vamos recuperar esse tempo'', diz o presidente da Amapar, Miguel Kfouri Neto. Kfouri antecipa uma adesão ampla dos juízes aos mutirões do TJ. O primeiro acontecerá na próxima sexta-feira, dia 25, em Realeza (75 km a oeste de Francisco Beltrão).
''Cerca de dez juízes devem participar'', antecipa a juíza Larissa Angélica Copack Muniz, que está organizando o evento. Segundo ela, a adesão aos mutirões é ''total''.
Kfouri, da Amapar, também defende a contratação de auxiliares para juízes que não tem qualquer equipe de apoio. ''O código de normas prevê o uso da verba da escrivania para contratação, mas muitas vezes o rendimento não permite essa despesa. Outro problema é que às vezes o cartório não tem nem o espaço físico para receber um novo funcionário'', aponta. ''O mérito da Meta 2 é expor essas dificuldades'', elogia.

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