Brasília - Depois de alterar trechos do requerimento com o pedido de instalação da CPI dos Cartões Corporativos, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) terá que recolher novamente as assinaturas dos 31 senadores que apóiam as investigações para que a comissão seja criada.
O presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), disse ontem que Jucá terá que pedir o aval dos parlamentares que assinaram o requerimento para que as alterações sejam acatadas no texto - uma vez que a oposição não aceita um acordo verbal com o líder governista. ''O maior problema é que ele teria que ter combinado com os senadores que assinaram o requerimento. A iniciativa da CPI não é só dele, é de todos os senadores. Ele terá que consultar todos para que rubriquem o requerimento'', disse Garibaldi.
O impasse teve início depois que Jucá incluiu, a mão, um novo parágrafo no requerimento de instalação da CPI. O líder governista fez as alterações sem consultar os outros 30 senadores que assinaram o requerimento - o que irritou a oposição. Do plenário, o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) questionou a mudança no texto.
''Nós que assinamos esse documento, fizemo-lo sem nenhuma rasura, o que não significa dizer que o senador Romero Jucá não possa refazê-lo para assinarmos novamente. Não fica bem a informação de que rasuras nesta Casa não é problema. Quero chamar a atenção para esse fato da gravidade da afirmação que está sendo feita e pondero ao senador Romero Jucá que faça a correção devida, corrija as imperfeições e traga um texto sem nenhum tipo de emenda ou rasura'', afirmou. ''Não podemos começar uma CPI com vício de origem. Um documento rasurado não pode ser aprovado''.
Garibaldi chegou a afirmar que o requerimento alterado poderia valer, desde que houvesse um acordo verbal com a oposição. Diante da negativa de Heráclito, o governista será obrigado a recolher novamente as assinaturas. (Folhapress)

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