Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa hoje de uma reunião do seu conselho político. No encontro, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) deve levar a Lula a proposta de dividir o comando da CPI mista (formada por deputados e senadores) dos Cartões com a oposição. Pela proposta que está sendo elaborada, o PMDB cederia a presidência da comissão para um senador do PSDB de perfil moderado. Entre os nomes que se encaixariam nesse perfil está o da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS).
O PMDB, por ter maioria no Senado, tem o direito de indicar um nome para a presidência da comissão. E já indicou o senador Neuto de Conto (SC) para a vaga. Para pressionar os governistas a dividirem o comando, a oposição chegou a protocolar um requerimento pedindo a criação de uma segunda CPI dos Cartões só no Senado - onde a diferença entre oposição e governistas é menor do que na Câmara.
Para evitar o confronto, os governistas já admitem ceder o comando da CPI para o PSDB. A relatoria ficaria com o deputado federal Luiz Sergio (PT-RJ), ex-líder do PT na Câmara.
Auditoria
O Tribunal de Contas da União (TCU) começou o trabalho de auditoria nos cartões corporativos do governo federal. O ministro Valmir Campelo, relator da auditoria, definiu ontem o dia 7 de março como data-limite para apresentação do planejamento da auditoria. De acordo com o TCU, esse programa vai nortear a execução dos trabalhos da equipe técnica.
Campelo já se reuniu preliminarmente com a equipe técnica do TCU encarregada da fiscalização. De acordo com o TCU, ele lembrou os analistas de controle externo que o TCU tem como missão apontar caminhos para aperfeiçoar os procedimentos da administração pública federal, sem ter como foco principal a preocupação excessiva em punir quem tenha cometido algum excesso.
O relator disse ainda que a auditoria dos cartões corporativos é um grande desafio para o TCU, pois envolve gastos de toda a administração direta e indireta e dos três poderes da República.

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