O avanço da reforma administrativa no Senado só começará em janeiro, na convocação extraordinária do Poder Legislativo, apesar do empenho dos líderes dos partidos aliados ao governo. De acordo com o relator, senador Romero Jucá (PFL-RR), o atraso será causado pela impossibilidade de conciliar, antes da convocação, as agendas do ministro da Administração, Luiz Carlos Bresser Pereira, e do ex-prefeito de Porto Alegre Tarso Genro (PT).
Os dois deveriam comparecer hoje pela manhã à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para falar sobre a reforma administrativa. A audiência foi adiada porque os parlamentares estarão dando prioridade, a partir das 11 horas, para a votação do Orçamento de 1998. ‘‘Não tenho como adiantar meu parecer antes de ouvir os convidados da comissão’’, admitiu Jucá.
O Senado recebeu o projeto da reforma administrativa, votada pela Câmara, há dez dias. O texto foi lido em plenário e encaminhado à CCJ. Nem chegou a ser discutido e a maioria dos senadores ainda não sabe quais foram as mudanças aprovadas pelos deputados. O relator recebeu oito emendas, mas adiantou que deve rejeitar todas. A base governista está convencida de que o essencial é colocar as novas regras em vigor e, se for o caso, modificá-las mais tarde.
O líder do bloco da oposição, senador José Eduardo Dutra (PT-SE), disse que só apresentará emendas para a proposta depois de o relator divulgar o parecer.

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