Brasília - O ministro da Previdência, Romero Jucá, não vai renunciar ao cargo por causa da autorização, dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), para a abertura de investigação sobre os empréstimos concedidos pelo Banco da Amazônia à empresa Frangonorte, da qual foi sócio no passado. O Ministério Público reuniu inúmeros indícios de que, para obter o financiamento, a empresa apresentou garantias fraudulentas. ''Me sinto extremamente à vontade para permanecer no cargo'', disse o ministro, durante entrevista convocada para anunciar o déficit da Previdência em abril.
Jucá assegurou ter carta branca para gerir o ministério: ''A confiança do presidente é total.'' Considerou a decisão do STF, de autorizar a abertura de inquérito, ''uma consequência natural'' do pedido apresentado pelo procurador-geral da República, Cláudio Fonteles.
Jucá disse que pediu pressa ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, na investigação. De acordo com Jucá, o pedido de pressa é justificável. O nome do ministro é citado em outro inquérito que corre no STF a respeito da suspeita de desvio de recursos públicos no município do Cantar (RR). Nesse caso, que está sob investigação há mais de um ano, a Polícia Federal ainda não concluiu as diligências.

mockup