Jozélia admite desgaste e alfineta políticos
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sexta-feira, 14 de março de 2014
Rodrigo Batista<br>Equipe Bonde 
Curitiba - Ao deixar ontem o comando da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa) para dar lugar a Luiz Eduardo Sebastiani, a advogada Jozélia Nogueira fez críticas aos políticos e falou do desgaste que enfrentou na sua curta passagem pela pasta. Embora tenha saído da Sefa alegando "motivos pessoais", Jozélia contou que ficou "várias noites sem dormir" e admitiu que a relação com os políticos a deixou "desestabilizada". "O trabalho na política me desestabilizou um pouco. O político brasileiro é extremamente complicado. Eu sou mais técnica do que política", disse ela.
Na gestão Beto Richa (PSDB), Jozélia primeiro atuou como procuradora-geral do Estado (cargo que já havia ocupado na gestão do ex-governador Roberto Requião). Depois foi chamada para comandar a Sefa, em função da saída do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB). Na Sefa, ela ficou por apenas cinco meses.
Chamada em outubro de 2013 pelo governador Beto Richa para cuidar das contas do Executivo, a agora ex-secretária chegou a divulgar, durante prestação de contas ao Legislativo, que o Estado deve R$ 1,1 bilhão aos fornecedores. Segundo ela, em função da dívida, sua gestão adotou medidas que teriam desagradado o secretariado, mas que eram "necessárias".
"O nosso plano não é o ideal. Mas na situação em que estávamos precisávamos ser realistas, apertar os cintos, ser austeros e enxugar a máquina pública para colocar o Estado nos trilhos. É uma situação que nós criamos e que precisamos resolver", afirmou ela, em tom de desabafo, durante o discurso em que entregou o cargo a Sebastiani.
Segundo Jozélia, nas mãos do novo secretário, a Sefa agora precisa "estabelecer um plano para o pagamento de contas". A advogada reconhece, contudo, que há dificuldades. "Nós temos seis meses para implantar e demoramos demais", admite.


