O primeiro ponto abordado pela pesquisa da Experience é uma indagação comum a todos os brasileiros: ‘‘Como o(a) sr.(a) diria que se sente em relação à vida que vem levando hoje?’’
Apenas 3% dos 238 homens e 262 mulheres ouvidos disseram sentir-se muito satisfeitos. Tal situação foi maioria na faixa de idade de 18 a 23 anos (5%), com escolaridade superior (10%). O curioso é que apenas 5% dos 223 entrevistados das classes A/B se consideram nessa condição, compartilhada por 13% dos 96 ouvidos das classes D/E.
A grande maioria - 59% - se disse satisfeita com a vida que vem levando hoje, enquanto 31% se disseram insatisfeitos. E 6% se consideram muito insatisfeitos, condição presente entre jovens entre 16 e 17 anos, entre pessoas que concluíram o 2º grau e entre integrantes da classe C. Apenas 1% não sabem ou não opinaram sobre seu grau de satisfação. Para Bruno Lopes, a insatisfação é cada vez mais presente entre os jovens que se preparam para entrar no mercado de trabalho.
O desemprego é, pela situação do País, a principal preocupação da população, na opinião dos curitibanos. É ponto número 1 para 39% dos 500 entrevistados, vindo a seguir a segurança, com 30%, a saúde, com 10%, e a educação, com 4%. Os baixos salários e a miséria ocupam, cada um, 2% das preocupações. E sempre com 1% cada, aparecem ainda o custo de vida, a infra-estrutura dos bairros, o menor abandonado, as enchentes e o saneamento básico. Outras preocupações foram mencionadas por 3% dos entrevistados, 1% deles disse não haver preocupação para a população e 5% não opinaram ou não souberam responder.
A questão do desemprego é preocupação maior entre as mulheres, entre os jovens de 18 a 23 anos de idade, estudantes que concluíram o 2º grau e integrantes das classes D/E.
A segurança é tema presente nas preocupações de 71% dos jovens entre 16 e 17 anos. O desemprego e o custo de vida dividem a segunda posição na pesquisa, com 14%. Quanto ao restante, uma curiosidade no mínimo instigante. Os jovens de 16 a 17 anos mostraram zero de preocupação com saúde, educação, baixos salários, miséria, infra-estrutura dos bairros, meninos de rua, enchentes e saneamento básico. Depois do desemprego, a segurança é preocupação dominante entre as pessoas de 41 anos de idade ou mais, entre os que têm curso superior e entre os integrantes das classes A/B. Nas classes D/E, o desemprego e a segurança também dominam e foi registrada preocupação zero com os demais pontos levantados. Destes, 25% não souberam ou não opinaram.
A pesquisa apurou ainda as três áreas que mais preocupam os entrevistados e suas famílias. O desemprego foi o primeiro novamente, com 61%, a saúde teve 55% das respostas e a segurança, 48%. Houve ainda 28% de afirmações para a educação, 17% para o problema do menor abandonado e 13% para o trânsito. O transporte coletivo e o meio ambiente, razões de orgulho dos curitibanos, foram mencionados, isoladamente, como preocupação para apenas 3% dos pesquisados.

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