JOTA
Maior fossa no Palácio do Planalto. Coisa de assessor impertinente, claro. O bipresidente Fernando Henrique Cardoso havia começado a semana na maior animação com a informação de que em Brasília só falavam dele como o Homem-Caneta.
Imaginando que o apelido se referia à sua vasta obra sociológica, desfilava o orgulho pelos corredores quando o tal assessor acabou com a graça revelando que, na verdade, a massa falava era do vasto rol de nomeações que FHC andou assinando para espantar o fantasma Cayman, óóóó Cayman! da CPI da Corrupção.
O cretino estraga-prazeres há de ser demitido ôpa, mais uma boca para um deputado aliado! Mas esta história de Homem-Caneta nos faz pensar no futuro, quando o nosso bom bipresidente cada vez mais velhinho, uma tintura acaju ajudaria a levantar a moral do país aposentar-se de sua longa presidência. Que será feito do sociólogo-presidente sem a caneta? Vamos analisar o futuro do nosso Homem-Caneta quando sua assinatura não estiver valendo mais nem cargo de assessor gabinete no Parque do Xingu.
FHC APOSENTADO





