O senador Antonio Carlos Magalhães tem toda a razão de estar indignado. A corrupção chegou num estado tal que alguma providência tem que ser tomada. Estamos bem próximo do caos. Além, é claro, de sempre chegadinhos nas Ilhas Cayman.
  Proponho organizar a coisa, com limites bem definidos entre grupos daqui e do estrangeiro – sim, pois nosso mercado de corrupção é dos mais competitivos nesta era globalizada. É absolutamente necessário criar uma tabela, por exemplo, pois com o descontrole do mercado todos perdem, do corruptor ao corruptível. Já existem casos de corrupção em que os dez por cento é o que sobra para a obra. Além de outras situações em que cem por cento da verba já se foi e a obra permanece nos dez por cento.
  Assim não dá. Com uma estrutura ordenada sobrará para todos e evitaremos quizilas e até mesmo quizumbas – mas é permitido correr para o dicionário, querido leitor e querida leitora – como as que tem rolado de um modo costumeiro entre os maiorais da política. Elaborei um decálogo do corrupto para começar a organizar a bagunça deste próspero mercado. Vamos lá, pessoal: a união faz a força. E com uma comissãozinha, faz coisas que até Deus duvida!
 

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