O jogador Batistuta pode ser um craque no futebol, mas é um desastre para dar presentes. Deu uma bola de futebol para o papa João Paulo II. Na foto publicada nos jornais um assessor parece aflito para pegar antes de João Paulo II a bola oferecida por Batistuta. Talvez com medo de que o papa se anime – Oh, Batistuta, uma bola! Como adivinhou? Era o que eu queria! – e saia praticando embaixadas, dando carrinhos, fazendo gols de bicicletas, dribles, coisas desaconselhadas para um homem de sua idade.
  Os gregos antigos eram ótimos neste tipo de mimo. É o presente incômodo, sempre fora de contexto e às vezes francamente desagradável. Mas sempre dado de bom coração, como no caso do Batistuta – Grazie, va com Dio, figlio mio.
  Vamos entrar neste jogo e mimosear também – com o maior carinho – algumas figuras que moram em nosso coração.

PRESENTEANDO

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