JOTA
A primeira lição, que todo marqueteiro político tem que ter na ponta da língua, é a explicação da derrota ou da vitória. Na vitória é claro que foi tudo em função do marketing, perfeito no estudo dos problemas, na análise do potencial do candidato e na elaboração da linha de campanha que o levou à vitória. Em caso de derrota a explicação fica facilitada: é porque o candidato é que era ruim.
Candidato sofre. Se ganha a eleição fica com um executivo falido e cheio de dívidas ou vai para um legislativo desmoralizado. E se perde tem que arrumar explicações razoáveis, mas que ao mesmo tempo não sejam desestimulantes para os parceiros de campanha, pois que depois de uma derrota a ambição sempre aponta a possibilidade de vitória numa outra eleição.
Para explicar uma derrota é preciso ter a habilidade de um técnico de futebol, profissional de conhecida capacidade neste assuntos de perdas, ônus, insucessos, revezes e tantos outros dribles que a vida nos dá. Por conta da lábia de um técnico de futebol o Brasil chegou a ser até campeão moral de uma Copa do Mundo, lembram? Já ouvi um candidato derrotado justificando seu infortúnio com o fato indiscutível de que uma eleição com cinco candidatos só pode ser vencida por um deles. É uma explicação simples e de dupla utilidade pois também esclarece os motivos que levaram este mesmo candidato ao último lugar na preferência do eleitorado.
Mas não estamos aqui para criticar. Nossa função é dar uma luz aos vencidos; ou pelo menos uma explicação boa para dar um fim à choradeira, acabar com o desânimo e até e pior escapar da desconfortável gozação. Vamos às explicações da derrota, de utilização livre e gratuita como um horário eleitoral. E de uso totalmente aberto, inclusive para candidatos que como ensina o bom marketing político de bom só tinham o talento para a derrota.
desculpas





