Existe apenas uma certeza indiscutível sobre pesquisa eleitoral: o candidato só acredita nela quando seu nome está no topo ou crescendo rumo ao primeiro lugar. Fora dessa situação, toda pesquisa é incorreta, com problemas na metodologia ou simplesmente comprada pelo outro candidato. Sim, meus caros leitores e caras leitoras, porque quando a pesquisa é comprada foi sempre o outro que a comprou.
Todas são muito divertidas – existe até aquela, super eficiente, que verifica um número de pesquisados que dá mais de 100% –, mas a modalidade mais interessante de pesquisa é mesmo a ‘‘qualitativa’’. Esta não é para saber se o eleitor está determinado a votar neste ou naquele candidato, mas para avaliar seus sentimentos e motivações sobre um determinado assunto. De certo modo lembram brincadeiras de dia de chuva ou esses cursos de motivação para executivos. Na avaliação da imagem de candidatos, dá interessantes retratos falados.

Em uma dessas pesquisas, um jornal paulista pediu aos participantes que imaginassem uma festa dada pelos candidatos à prefeitura da capital. E também qual é o bicho que lhes vinham à cabeça olhando a fachada e os atos de cada candidato. Não entendi ainda qual é o esclarecimento que nasce desse tipo de questão, mas gostei da brincadeira. Faz bem para o fígado, desopila; só rindo, mesmo.
A gente até fica tentado a responder também, pois quem é que não tem na ponta da língua umas respostas cretinas para perguntas idem. Mas infelizmente nunca somos convidados para uma coisa boa dessas e temos que fazer nossa própria pesquisa qualitativa. Acrescentamos umas questões a mais, é claro, para esclarecer melhor este negócio. Mas é tudo pela democracia. Vamos lá. Agora é a sério, brasileiros e brasileiras.

Jota

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