Jospin e Chirac procuram apoio dos jovens
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sexta-feira, 19 de abril de 2002
Agência EFE 
ParisOs principais candidatos na briga pelo Palácio Eliseu, Jacques Chirac e Lionel Jospin, concluíram ontem, junto com seus seguidores mais jovens, suas respectivas campanhas para o primeiro turno das eleições presidenciais que serão realizadas amanhã.
Com 69 anos, o neogaullista Chirac, que tenta a reeleição, almoçou com uma dezena de jovens de várias cidades, membros da associação Cavaleiros da Esperança. O candidato socialista e primeiro-ministro, Jospin, de 64 anos, participou de um debate com várias centenas de jovens de seu comitê de apoio em uma sala de concertos de rock, depois de discursar como convidado da emissora Skyrock.
Ontem terminou oficialmente a campanha do primeiro turno, que tem um recorde de 16 candidatos, o mais velho dele o ultradireitista Jean-Marie Le Pen, de 73 anos (terceiro nas intenções de voto, atrás de Chirac e Jospin), enquanto o caçula é o trotskista Olivier Besancenot, de 27 anos.
As últimas pesquisas mostram um eleitorado pulverizado, sendo que um terço se mostra propenso à abstenção no primeiro turno, no qual os dois favoritos têm,somados, apenas 40 por cento da intenção de voto.
s pesquisas concedem a Chirac e Jospin um empate na segunda e definitiva eleição, marcada para o dia 5 de maio.
Depois de almoçar com os membros dos Cavaleiros da Esperança organização que nasceu com fins humanitários e que organiza eventos para a juventude , Chirac se declarou feliz de ter contatos com jovens que têm projetos e os executam. Dão uma bela imagem desta juventude dinâmica que quer ter sucesso na vida com a inteligência, o trabalho e a imaginação, afirmou o presidente e candidato à reeleição.
Jospin, que, segundo as pesquisas está na frente de Chirac entre a juventude, se apresentou diante dos jovens socialistas como o homem que tenta fazer o trabalho nos postos que desempenha.
O líder do Governo de esquerda que governa a França há cinco anos afirmou que entre o julgamento que pode ser emitido sobre o mandato presidencial que termina e a esperança ou o risco em confiar num novo mandato exercido por outro homem, os franceses têm todos os elementos necessários para fazer sua opção.


