José Serra cobra o Congresso e faz ameaças
José Serra cobra
o Congresso e
faz ameaças
O ministro da Saúde, José Serra, cobrou a responsabilidade do Congresso Nacional na aprovação de verbas para a saúde e tentou ontem costurar um acordo com os partidos para mais recursos ao setor. Serra reuniu-se com os líderes da oposição, participou de uma audiência pública sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) e visitou os líderes da base governista. Preocupado com o calendário eleitoral, que deverá esvaziar os corredores do Congresso a partir de julho, Serra quer a aprovação de uma nova fonte de financiamento permanente para a saúde até o fim de junho.
Se passar de junho, pode esquecer, afirmou o ministro. A hora é agora, não há divergências intransponíveis, adiantou Serra, que mandou um recado para o Congresso: se não votar agora, terá de dividir com o governo federal o desgaste político gerado pelos problemas da saúde. Os líderes dos partidos de oposição voltaram a discutir o assunto ontem, em reunião realizada à noite. Vamos consultar a nossa bancada, disse o líder do PT, Marcelo Déda (SE). Não há divergências com o governo, a oposição só precisa decidir se vai apoiar ou não a CPMF, comentou o deputado Eduardo Jorge (PT-SP).
O ministro da Saúde apóia a proposta de emenda constitucional do deputado petista, que vincula durante um período de tempo pré-determinado a aplicação de 30% dos recursos da seguridade social à saúde, para evitar o vazamento do dinheiro para outros setores. O ministro também concorda com o índice, mas defendeu que haja um prazo de transição, para que estados e municípios possam adaptar suas atuais execuções à nova regra.(AE)





