Curitiba - O ex-governador José Richa, um dos coordenadores da campanha do presidenciável José Serra (PSDB) e pai do candidato ao governo do Paraná, Beto Richa (PSDB), não vê vantagem eleitoral em se trocar a candidatura própria do filho pela candidatura do senador Roberto Requião (PMDB), também de olho na sucessão do governador Jaime Lerner (PFL), caso tucanos e peemedebistas fechem aliança nesta eleição.
Richa disse ontem à tarde que, como o nome de Beto já foi homologado em convenção regional, não haveria brecha legal para tal mudança, ventilada nos bastidores. Além disso, completou Richa, não restaria tempo hábil para a substituição de Beto por Requião ou vice-versa. O prazo para as convenções decidirem seus candidatos encerra neste sábado, em obediência à legislação eleitoral. Porém, o prazo final para o registro de candidaturas expira somente no dia 5 de julho.
‘‘A candidatura dele (Beto) agora pertence ao PSDB e ao PFL, que aprovou coligação com o PSDB’’, afirmou o ex-governador. No entanto, Richa disse acreditar que Beto não se oporia a ceder a cabeça de chapa, caso a atitude beneficiasse a campanha de José Serra. Entretanto, disse duvidar que isso aconteça. ‘‘O Beto tem muita chance de crescer. O momento é de renovação’’, avaliou o pai.
Richa em momento algum criticou o senador Requião. Pelo contrário, mostrou-se entusiasmado com a repetição, no Paraná, da aliança nacional entre PMDB e PSDB, que tem Serra como candidato a presidente e Rita Camata (PMDB) como vice. ‘‘A união no Estado entre PSDB e PMDB é até contingência da política nacional’’, declarou, acrescentando que não vê problemas em Requião ficar com uma vaga ao Senado na chapa majoritária.

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