José Cláudio recebe alta após 29 dias de internação em SP
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terça-feira, 24 de dezembro de 2002
Marta Medeiros<BR>Equipe da Folha 
Maringá O prefeito José Cláudio Pereira Neto (PT) voltou ontem à Maringá depois de 29 dias internado no Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Ele desceu do avião andando sem apoio e vestindo uma camisa dos Santos, time do qual é torcedor de ''carteirinha''. O prefeito estava abatido, mas animado por ter conseguido alta para passar as festas de fim de ano com a família.
José Cláudio agradeceu as orações da comunidade e disse que pretende ''mesclar o tratamento médico com o trabalho'' a partir do dia 1º de março, quando retorna para a prefeitura.
Em São Paulo, o prefeito passou pela quinta cirurgia em decorrência de um câncer intestinal. José Cláudio volta para o hospital da capital paulista no dia 6 de janeiro para uma reavaliação do tratamento de quimioterapia. Segundo a irmã do prefeito, Terezinha Pereira, o câncer no intestino grosso foi extirpado desde a primeira cirurgia e sem ramificações, mas a equipe médica afirmou que nos próximos cinco anos serão necessárias avaliações constantes para detectar um eventual retorno da doença. A partir de janeiro, os médicos definem a quantidade de sessões preventivas de quimioterapia.
A primeira licença médica do prefeito foi no dia 25 de maio por causa de uma crise gastrointestinal. No dia 22 de junho, José Cláudio sofreu a primeira cirurgia no intestino e depois de uma parada cardíaca ficou por mais de 80 dias internado, sendo a maior parte do tempo em estado grave e de coma na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Santa Rita de Maringá.
O vereador João ''Jonh'' Alves Correa (PMDB) foi eleito ontem presidente da Câmara. Ele conquistou 20 dos 21 votos. A eleição só não foi por unanimidade porque um dos vereadores chegou atrasado na sessão. Este é o segundo mandato de Jonh que, entre 1999 e 2000, foi presidente da Casa e assumiu a prefeitura nos últimos três meses da gestão do ex-prefeito Jairo Gianoto (sem partido). Na ocasião, Gianoto afastado judicialmente por causa de denúncias de corrupção.


