Maringá O prefeito de Maringá, José Claudio Pereira Neto (PT), deve sair do Hospital Santa Rita amanhã ou na segunda-feira. A informação é da irmã dele, Terezinha Pereira, que disse ainda que José Cláudio deve retornar à prefeitura em novembro.
José Claudio está internado desde o dia 21 de junho. Ele sofreu quatro cirurgias, teve duas paradas cardíacas e ficou 42 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde o dia 18 de agosto, quando deixou a UTI, José Claudio recuperou seis quilos e já está andando sozinho. Ele ainda tem um pouco de dificuldade para pronunciar algumas palavras.
Ontem, Terezinha confirmou que a médica intensivista Mariza D'Agostino Dias, uma das maiores especialistas em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da América Latina, esteve em Maringá para auxiliar no tratamento. Ela foi indicada pelo candidato a presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A participação de Mariza no tratamento vinha sendo mantida em sigilo pela família de José Claudio. Ontem, Terezinha disse que a médica esteve na cidade três vezes. Em duas ocasiões, o prefeito estava em coma. Na última visita, em 31 de agosto, José Cláudio estava no quarto do hospital.
Terezinha não revelou quais alterações ou recomendações repassadas por Mariza. Segundo ela, os médicos Dacymar Caputto de Carvalho e José Ramos Martins, que acompanham o prefeito desde a sua internação hospitalar, foram informados sobre a vinda de Mariza e teriam aprovado essa iniciativa.
Ainda de acordo com a irmã de José Claudio, Mariza teria dito na ocasião de sua primeira visita que o estado de saúde dele era grave, mas tinha uma chance de vida. ''Ela disse que já tinha tratado de casos ainda mais graves.'' Na segunda visita, Mariza teria ficado mais animada, mas teria dito que José Claudio poderia ficar até cinco meses na UTI. ''É por isso que eu digo que houve o milagre, porque até a médica também previa uma recuperação mais lento do meu irmão.''
Mariza é supervisora médica da UTI do Pronto Socorro do Hospital das Clínicas da USP, supervisora da UTI do Hospital 9 de Julho e médica do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. A Folha falou com a médica ontem à tarde, por telefone. Mariza disse que não pode comentar sobre o tratamento ao prefeito porque não foi autorizada pela família dele.

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