O prefeito de Arapongas e presidente da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar), José Bisca (PFL), criticou ontem a falta de mobilização de alguns prefeitos do Estado que estariam contrários às medidas de contenção de gastos adotadas por outros chefes de Executivo municipais devido à queda na repasses federais. ''O prefeito que não está brigando pelos direitos dos seus cidadãos, não está sendo responsável com a população e um péssimo representante político'', afirmou.
Segundo Bisca, a queda do FPM foi somente a ''gota d'água'' para que os prefeitos entrassem na briga por mais recursos. ''O importante é mostrar para o governo que o cidadão tem direito a valores maiores do que é repassado. A queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi a gota d'água. O que estamos debatendo são os números do Instituto Brasileiro de Administrações Municipais (IBAM), que apontou que entre 1992 e 2002, os municípios tiveram um prejuízo nos repasses de R$ 22 bilhões por ano'', justificou. Os 22 prefeitos ligados à Amepar se reuniram ontem em Londrina para assistir à apresentação da Política de Desenvolvimento Urbano e Regional para o Paraná (PDU), dirigida pelo assessor de Relações Institucionais da Secretaria de Desenvolvimento Urbano/Paranacidade, Reginaldo Cordeiro.
A crise das prefeituras também foi levada ao presidente da República pela prefeita de Iporã (53 km a sudoeste de Umuarama), e presidente da Associação dos Municípios da Região de Entre Rios (Amerios), Maria Aparecida Zago Udenal (PSDB), que teve uma audiência com Lula na última quarta-feira. (C.O.)

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