Brasília - O vice-presidente José Alencar (PL-MG) saiu ontem em sua defesa e na do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que será ‘‘muito difícil’’ envolvê-los em denúncias de irregularidades e, quem quiser, ‘‘pode tirar o cavalo da chuva’’. ‘‘Eu não acredito [que possam envolvê-los nas denúncias]. É muito difícil me envolver. Quem me conhece... pode tirar o cavalo da chuva’’, disse, estendendo a posição também a Lula.
  Em entrevista após solenidade com militares no Palácio do Planalto, Alencar confirmou ‘‘acordo político’’ do PT com o PL nas eleições de 2002 para pagamento de campanha de deputados nos Estados, mas disse que os recursos não foram repassados.
  Bem-humorado, o vice-presidente cantou ao responder se poderia mudar de partido: ‘‘Quem me dera. Ninguém me ama, ninguém me quer’’. E completou: ‘‘Tem um samba assim. Tem mais um verso’’, sem se lembrar da letra da música ‘‘Ninguém me Ama’’, de Antônio Maria e Fernando Lobo.
  Já o presidente Lula optou por um discurso que não citou a crise política durante a cerimônia de apresentação de oficiais-generais recém-promovidos do Exército e da Aeronáutica. Fez apenas elogios às Forças Armadas, dizendo ser ‘‘indiscutível’’ seu papel, mas deixou de falar do reajuste salarial linear anunciado para os militares de 13% a partir de outubro e outros 10% somente em agosto de 2006.
  ‘‘Tenho certeza de que estamos e estaremos juntos na difícil, mas honrosa missão de desenvolver o nosso país com democracia e justiça social’’, afirmou Lula. Para o presidente, ‘‘a dedicação, a disciplina e a persistência sempre valem a pena’’.

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