Jornalistas são favoráveis à proposta
Para o diretor-presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), Márcio de Oliveira Rodrigues, é urgente discutir a regulamentação da mídia e o seu papel na sociedade. A maioria das regras atuais, disse ele, ficou obsoleta diante das transformações sociais ao longo das últimas décadas.
Para o jornalista, dizer que regulamentar a imprensa implicaria censura é uma falácia. ''Quem emite essa falácia é o pessoal que é capacho da grande mídia. Pessoas tolas que não compreendem que a comunicação, mais do que nunca, vem em direção à necessidade de aplicação de um viés cada vez mais democrático.''
Em Londrina, o presidente do sindicato local, Ayoub Hanna Ayoub, também defende a regulamentação. ''Todos os países democráticos têm uma regulamentação para a mídia''. Ayoub, que é professor de jornalismo na Universidade Estadual de Londrina (UEL), lembrou que, em 2009, a Conferência Nacional de Comunicação aprovou proposta de marco regulatório. ''Porém, não concordo que a regulamentação apareça como resposta quando o partido e o governo se veem em situação de denúncia, cada vez que sai uma crítica. Precisamos de regras que garantam a crítica sem represálias e o direito de resposta. Não para impedir as informações, mas para garantir.''
Ayoub comentou ainda o fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter declarado, em 2009, inconstitucional a Lei de Imprensa, de 1967, e de que nada foi colocado em seu lugar. ''Sabemos que o papel da imprensa é vigiar os governos, quem está no governo. E sabemos também que alguns governos não liberam verbas para órgãos que 'batem' e que há órgãos que 'batem' no governo para obter verbas de publicidade. A distribuição de verbas de publicidade precisa ser regulamentada.''
Para o jornalista, o controle dos meios de comunicação deveria ser exercido por um órgão composto por membros da sociedade e nunca fazer controle prévio das informações, tal como prevê a Constituição Federal, no artigo 220. ''É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.'' (L.C. e V.Z.)





