Jornalista nega vazamento de extrato
Brasília - O ex-assessor de imprensa de Antonio Palocci no Ministério da Fazenda, o jornalista Marcelo Netto, saiu da Polícia Federal (PF) sem ser indiciado no inquérito que apura a responsabilidades pela violação e vazamento do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Ele depôs ontem por quase três horas para a PF. A PF informou que Netto negou a responsabilidade pelo vazamento dos dados bancários de Francenildo. O jornalista disse ainda à PF que estava muito ''abalado'' com o envolvimento de seu nome nesse episódio e por isso demorou para prestar depoimento. Ele ainda se colocou à disposição da PF para prestar um novo depoimento, se necessário.
Segundo a PF, Netto foi evasivo no depoimento e se recusou a responder a maioria das perguntas feitas pelo delegado Rodrigo Carneiro Gomes, pois alegou que estava depondo na condição de investigado. Mesmo assim, o delegado não indiciou Netto pois não viu elementos que comprovem seu envolvimento no vazamento do extrato do caseiro para a imprensa. Netto saiu da PF numa Pajero preta sem falar com a imprensa. Ele estava sentando no banco de trás do veículo. O advogado Eduardo Toledo estava no banco da frente, sentado ao lado do motorista.
O jornalista é suspeito de repassar para a revista ''Época'' - onde seu filho trabalha - os dados da movimentação bancária de Francenildo. Ele estava na casa de Palocci na noite do dia 16 de março, quando o ex-presidente da Caixa Econômica Federal Jorge Mattoso entregou o extrato do caseiro ''nas mãos'' de Palocci.
Na entrada da PF, o advogado de Netto disse que seu cliente é inocente e tentou justificar a presença do ex-assessor na casa de Palocci na noite do dia 16 de março. ''A presença dele no ministério ou na casa do ministro se justificava pela função que exercia no momento'', afirmou. (Felipe Recondo, Folhapress)





