Jornalista enviava relatórios sobre CPI ao Banco Vetor
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quinta-feira, 13 de março de 1997
Agência Estado 
BRASÍLIA - O jornalista Joaquim Nogales, sócio de Pedro Paulo Rezende na N & PPR Jornalistas Associados, assumiu ontem a responsabilidade pelos relatórios diários enviados ao dono do Banco Vetor, Fábio Nahoum, sobre os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos. Os relatórios, on line, davam detalhes dos bastidores da CPI, os desentendimentos entre os senadores e o andamento dos trabalhos, além de tecer comentários sobre os assuntos de maior interesse no momento.
Eu fiz os relatórios sozinho, disse Nogales. Eles eram enviados diariamente à ADS Assessoria de Comunicações, com a qual a empresa de que sou sócio tem prestado colaboração em vários setores, afirmou. Nogales disse que, como os senadores, ficou surpreso ao tomar conhecimento dos termos do contrato entre a ADS e o Banco Vetor. Por este, a ADS se propunha a neutralizar a CPI e a evitar que o Banco Vetor fosse incriminado no escândalo dos títulos públicos. No contrato foi incluída uma cláusula de sucesso, que destinaria R$ 120 mil para a ADS ao final dos trabalhos da CPI. Ele e seu sócio eram apresentados como os dois jornalistas mais influentes de Brasília. Não são.
Nogales disse que não vai romper o acordo de sua empresa com a ADS, apesar de condenar o contrato assinado com o Banco Vetor. Foi uma coisa infeliz e o próprio Antônio de Salvo, dono da empresas, admitiu isto.


