Ainda ontem a vice-presidente da Sercomtel, Eloiza Pinheiro, assumiu interinamente a presidência da empresa. Ela é funcionária concursada da companhia há 34 anos e, por ser jornalista, trabalhou durante 17 anos na assessoria de imprensa. Em março do ano passado, por indicação da Copel - sócia da Sercomtel com 45% das ações - Eloiza assumiu a vice-presidência. Conforme o estatuto da empresa, o vice-presidente fica no cargo até o sócio majoritário - o município - nomear novo presidente.
Eloiza disse que oficialmente não recebeu qualquer orientação da Copel, mas tem conversado frequentemente com os diretores sobre as investigações envolvendo Roberto Coutinho e Alysson Tobias de Carvalho. ''Existe uma preocupação porque a Sercomtel, além de ser uma empresa pública, está no mercado e está em expansão para todo o Paraná'', delineou a presidente interina. ''Conversei com o presidente da Copel, Lindolfo (Zimmer), que está dando todo o apoio para nosso trabalho.''
Questionada sobre o impacto do afastamento de Coutinho para a empresa, Eloiza disse que ''do ponto de vista da opinião pública é melhor''. ''Se ele alega inocência, pode utilizar o afastamento para facilitar sua defesa e para a empresa é melhor porque não pode ter contratempos dessa natureza. Tem que se concentar no sua função-fim'', defendeu a presidente interina. ''O importante é mantermos nosso foco e garantir aos clientes o bom atendimento e o cumprimento dos contratos, porque, apesar desse lado político, a Sercomtel é uma marca muito forte e respeita os compromissos empresariais.''

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