São Paulo - O diário ''The New York Times'' avalia, em sua edição de ontem, que o petista Luiz Inácio Lula da Silva ''encontrará sua liberdade de ação limitada quando se tornar presidente em 1º de janeiro''.
De acordo com o jornal, ''não apenas seus poderes estão sendo reduzidos por uma nova legislação, mas sua falta de maioria no Congresso implica que as iniciativas que ele está propondo poderão ser bloqueadas ou diluídas'', segundo avaliações de analistas políticos consultado pelo NYT.
''Apesar de Lula ter recebido 52,5 milhões de votos, mais do que qualquer outro vencedor de qualquer eleição presidencial em qualquer parte com exceção de Ronald Reagan, seu Partido dos Trabalhadores de esquerda conquistou menos de 20% das cadeiras em ambas as Casas do Congresso brasileiro. Mesmo com o apoio de outros partidos, a maioria de esquerda, Lula ainda não possui os votos necessários para iniciar a transformação que ele prometeu ao Brasil ou para bloquear os esforços para minar sua autoridade'', informa.
Segundo o NYT a autonomia do Banco Central estaria a ponto de ser aprovada pela Congresso o que reduziria, em parte, o controle de Lula sobre a política econômica.
''Ele (o Congresso) também poderá votar uma emenda constitucional que aumentaria a aposentadoria compulsória para os funcionários públicos de 70 para 75 anos, o que permitiria a alguns ministros do Supremo Tribunal e outras autoridades manterem seus cargos além do final do mandato de quatro anos de Lula.''
O jornal lembra também a já aprovada limitação imposta à edição de medidas provisórias, o que se torna uma restrição aos poderes do novo presidente.

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