Todos os exemplares da Folha da última quarta-feira encaminhados a Wenceslau Braz (117 km ao sul de Jacarezinho), inclusive dos assinantes, foram comprados por apenas uma pessoa antes de chegar nas bancas. A ação impediu a distribuição dos jornais que traziam reportagem sobre o Ministério Público (MP), que irá apurar a suspeita de envolvimento da prefeitura daquele município no esquema de falsificação de notas fiscais na região.

De acordo com o gerente-operacional de circulação e venda avulsa da Folha, Cléger Leandro Oussake, uma pessoa se antecipou à distribuição e comprou os exemplares ainda na rodoviária. Segundo ele, o comprador se aproveitou de uma confusão entre as bancas. A responsável pela banca de Jornal, localizada na rodoviária, confirmou a história. ''Ele insistiu para comprar tudo, inclusive dos assinantes. Disse que era para um trabalho'', informou.

Na matéria divulgada pela Folha, o líder da oposição em Wenceslau Braz, Cristóvam Andraus Júnior (PPB ), informava que encaminhou um pedido de providências para o MP solicitando uma auditoria e uma investigação na prefeitura. Segundo o pepebista, a prefeitura teria efetuado pagamentos de R$ 38,8 mil em janeiro de 99 para Indio Brasil Nicolau. O empresário é considerado pelo MP um dos suspeitos de coordenar o esquema de falsificação de notas, que vem sendo apurado pela Promotoria de Investigações Criminais, em Jundiaí do Sul.

A prefeita de Wenceslau Braz, Carolina Batistão (PMDB), divulgou nota oficial informando que está à disposição do MP para prestar as informações necessárias. Segundo a nota, a administração já prestou esclarecimentos à Câmara de Vereadores sobre os pagamentos a Nicolau.

Na nota, a prefeita afirma que o pedido de providência emcaminhado pelo pepebista teria assinaturas que não detêm a representação oficial dos partidos políticos. Andraus Junior confirmou que não foram feitas reuniões, mas argumentou que as pessoas que assinaram o pedido querem esclarecimentos sobre as denúncias.

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