O foco principal das discussões ontem na Assembléia ficou por conta da jornada de trabalho dos servidores. ''Não há divergências do ponto de vista conceitual, nem na questão das 40 horas'', disse o superintendente da Sesa, Gilberto Martino. Ele afirmou que a questão da jornada poderia ter sido resolvida em duas ocasiões anteriormente, e que agora ''é preciso ver como reverter esse processo''.
Mari Elaine Rodela, diretora do SindSaúde, por sua vez, condenou a política do governo em relação aos trabalhadores. Ela criticou a redução de funcionários da Sesa - de 8,2 mil na década de 90 para 6,6 mil atualmente - apesar do aumento da demanda do SUS; a ausência de um plano de cargos e salários; a não realização de concurso público; e a falta de um espaço de negociação entre sindicato e governo. ''O governo só disse que os servidores têm que fazer 40 horas, quem não fazer será descontado, vai para processo administrativo, sindicância e, se insistir, vai para exoneração'', desabafou.
''O Gilberto falou que quer reverter esse processo. Nós também. No bojo da questão da jornada, um governo de esquerda devia ter como princípio negociar e avançar os direitos dos trabalhadores. É preciso, com urgência, conversar com o governador e interromper esse seu processo de raiva contra os trabalhadores da saúde'', terminou Elaine. (M.G.)

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