Jorge Scaff diz que ainda mantém o cargo de vereador
Apesar da eleição indireta que o elegeu prefeito para o mandato-tampão na prefeitura de Londrina, sexta-feira da semana passada, Jorge Scaff (PSB) declarou ontem que ainda se considera presidente da Câmara. Não fui eleito prefeito, fui eleito vereador e estou aqui na condição de presidente da Câmara, disse, jogando ainda mais lenha na discussão sobre quem é o responsável pela administração, a partir da liminar que cassou os efeitos da cassação de Belinati.
Segundo Scaff, a eleição indireta serviu apenas para ratificar a sua condição de substituto legal em caso de afastamento do titular. Ao contrário de vários advogados consultados pela Folha, e até da procuradoria jurídica do Legislativo, ele entende que o artigo 44 da Lei Orgânica diz que mesmo na vacância do cargo de prefeito o substituto legal é o presidente e, na falta desse, o vice da Câmara.
A eleição indireta foi realizada depois que a Câmara cassou o mandato de Belinati e o cargo de prefeito ficou vago. Antes do pleito os vereadores aprovaram uma emenda ao artigo 44 dizendo que apenas vereadores poderiam votar e ser votados na eleição. Além de Scaff, concorreu ao cargo de prefeito Antônio Ursi (PFL) que teve apenas dois votos, contra 17 do adversário. No mesmo dia, Scaff tomou posse na prefeitura e José Belinati, irmão do prefeito cassado e suplente de vereador, assumiu a vaga na Câmara.
Questionado sobre as declarações de Scaff, o presidente do Legislativo, Flávio Vedoatto (PL), disse ontem que não pretende polemizar. Mas assegurou que, a eleição indireta realizada sexta-feira foi legítima, respaldada pelo plenário e pela procuradoria jurídica. Scaff hoje é prefeito. Tanto que ele tomou posse ao mesmo tempo que o suplente de vereador. Além disso, a decisão de Cichocki não anulou a sessão de julgamento e nem poderia, afirmou. (L.H.)





