Jorge marca 1ª conversa para discutir campanha
Escolhido coordenador operacional da campanha da reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-secretário-geral da Presidência, Eduardo Jorge Caldas, telefonou ontem cedo para o presidente nacional do PFL, Jorge Bornhausen, e os dois combinaram que a primeira conversa para discutir o comando da operação será no fim do mês, quando o ex-secretário-geral deverá voltar das férias acertadas com o presidente.
A data prevista para a primeira reunião da campanha da reeleição, dia 28, é estratégica. Mais do que atender ao desejo de descanso de Caldas, é o PMDB quem precisa de prazo para definir com quem fica o comando do partido e quem será escalado para participar da coordenação política da campanha.
Ocupada com o trabalho de unidade, a cúpula governista do PMDB está negociando um acordo com o presidente rebelde do partido, deputado Paes de Andrade (CE), para garantir uma interlocução com o Planalto sem precisar desalojá-lo da presidência.
Os líderes da ala governista do PMDB haviam programado para ontem a reunião para definir o destino de Andrade e escolher o representante no conselho político da campanha presidencial. Mas a morte do senador Humberto Lucena (PMDB-PB) deslocou todos para o velório, onde o grupo foi prestar solidariedade à família do parlamentar. Depois, o grupo foi visitar o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, em São Paulo. Acabamos conversando no avião e concluímos que há consenso entre nós para fazer do senador Jáder Barbalho (PA) o representante do PMDB na campanha presidencial, resumiu o ministro dos Transportes, Eliseu Padilha (PMDB-RS), no fim da tarde.
Participaram da conversa o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), o líder do PMDB na Câmara, Geddel Vieira Lima (BA), e o vice-presidente do partido, deputado Henrique Alves (AL). O grupo saiu animado com a melhora de 30% na capacidade respiratória de Motta. Notícia animadora para o PSDB, que, mesmo tendo o ex-secretário-geral da Presidência na coordenação operacional da campanha, ainda não solucionou o vazio da coordenação política, desempenhada por Motta na campanha presidencial de 1994.





