JOGO REPUBLICANO - Estado é laico, mas igrejas ainda fazem política
No próximo dia 15 de novembro o Brasil completa 120 anos da Proclamação da República e da separação entre Estado e Igreja. Em todo esse tempo as igrejas cristãs aprenderam a participar do jogo republicano em um estado laico influenciando eleições e decisões legislativas. Com um público de 157 milhões de pessoas, 60% das quais contribuem com suas igrejas mensalmente com um total de R$ 1,7 bilhão, entidades das mais diferentes denominações religiosas têm garantido seu espaço na política brasileira. Os dados são de uma pesquisa realizada em agosto pelo Instituto Análise. O trabalho das igrejas na política vai dos bastidores, na conversa com líderes do Executivo e do Legislativo para defender temas de interesse dos cristãos, à eleição de representantes. Entre as diferentes igrejas cristãs, a forma de atuação varia, mas há pontos de convergência em casos como o trabalho pela não aprovação no Congresso Nacional da lei que criminaliza a homofobia e o lobby contra a legalização do aborto.
Um exemplo da capacidade de organização do lobby cristão é a proposta de lei de iniciativa popular que veda a participação dos chamados ficha Suja pessoas com condenações judiciais nas eleições brasileiras e que foi viabilizada pela mobilização promovida pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e por outras entidades religiosas. O texto recebeu a assinatura de 1,3 milhão de brasileiros.
Adjetivo que significa uma atitude crítica e separadora da interferência
da religião organizada na vida pública das sociedades contemporâneas
Trata-se de atividade que procura influenciar os detentores de poder decisório visando o atendimento de interesses específicos de grupos
O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.





