Jocelito pede tempo para responder às denúncias
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segunda-feira, 25 de agosto de 1997
Giovani Ferreira Ponta Grossa 
Bastante nervoso, inseguro e deixando muitas perguntas sem respostas, o prefeito de Ponta Grossa, Jocelito Canto (PSDB), que retornou da África do Sul na sexta-feira, falou ontem sobre as denúncias de irregularidades que envolvem seu governo. O prefeito atribuiu toda a crise política que tomou conta da prefeitura a um desentendimento entre PSDB e PMDB, partidos que junto com o PMN formaram a aliança que o elegeu.
O prefeito disse que o secretário de Administração e Negócios Jurídicos, Reinaldo de Almeida César (PMDB), autor das denúncias que envolvem a prefeitura, foi exonerado porque estava entrando em atrito com um dos secretários municipais do PSDB. O Reinaldo saiu para acabarmos com as brigas políticas dentro da prefeitura, declarou.
Ele não entrou em detalhes e nem esclareceu nenhuma das acusações feitas pelo ex-secretário, mas pediu tempo para avaliá-las. Ele disse ter determinado à Secretaria de Administração e Negócios Jurídicos que levante todos os documentos necessários para que sejam comprovadas ou desmentidas as irregularidades.
Jocelito negou que a exoneração de Reinaldo César, como chegou a acusar o ex-secretário, tenha sido solicitada pelo vereador Roberto Mongruel (PSDB), apontado como uma das pessoas que exerce grande influência sobre a administração. Porém, assumiu que Mongruel, como representante do PSDB e principalmente por ser seu amigo pessoal, tenha participação direta nas decisões da prefeitura.
O PMDB resolveu deixar o governo e passa a compor um bloco independente na Câmara, colocando em risco a sustentação política do prefeito, que deixa de ter a maioria no Legislativo. Os três secretários municipais do PMDB devem deixar o partido para continuar no governo.
Jocelito Canto admitiu porém, que as irregularidades podem existir. O prefeito não pode saber de tudo o que acontece dentro da prefeitura. Com relação a imunidade tributária da Sociedade Educacional Professor Altair Mongruel (Sepam), motivo que teria gerado a discussão, ele garantiu que a instituição não está sonegando impostos e está amparada em lei.


